Há cerca de um mês tomei a decisão consciente de passar a viajar de avião apenas com uma mala de bagagem de bordo. Esta é o primeiro test-drive de como é estar 16 dias apenas com uma mala de viagem.
Passar de uma mala de porão e uma mochila que eram os meus companheiros de viagem habituais para apenas uma mala de cabine confesso que requer alguma ginástica.
Para tornar tudo isto mais interessante resolvi colocar um número limite de 25 objectos a levar comigo.
A ideia original eram os 21, mas como na primeira semana vou dar aulas tenho de carregar comigo algum material didáctico, o que torna o numero 21 bastante no limiar.
Tal como no Movimento minimalista #5 – Viajar com 21 Objectos não contei com
- Meias e roupa interior – só contou um elemento por conjunto
- Material didáctico – Um moleskine para preparação de aulas, um adaptador para o mac e uma “presenter tool”
- Roupa que levei vestida
- Uma agenda que me serve também de carteira e porta documentos
- Carregadores do mac, telefone móvel e máquina fotográfica
- Um livro que levei para oferta – The Dynamics of Standing Still – Peter den Dekker
- A comida que levei comigo para o vôo
A lista ficou assim com a seguinte configuração
- Meias
- Roupa interior
- T-shirt vermelha
- T-Shirt verde
- T-Shirt cinzenta
- T-Shirt salmão
- T-Shirt verde clara
- … [nota pós publicação do post... descobri que só trouxe cinco T-Shirts]
- Produtos de higiene pessoal
- Caixa de tratamentos – Murphy law – nunca sair de casa sem uma agulha
- Camisola de mangas compridas laranja
- Camisola de mangas compridas com capuz
- Sapatos para treino
- Calças de treino
- Calças de treino
- Telefone móvel
- Computador
- Moleskine – diário de bordo
- Estojo com canetas e lápis
- Calções
- Chinelos
- Material didáctico
- Livro – Tribes – Seth Godin
- Livro – Riding the ox home – John Loori
- Maq. fotográfica
Algumas dificuldades
- As leis de transporte de líquidos – tive de transferir o gel de banho e um suplemento que ando a testar para frascos minúsculos
- As leis de transportes de objectos cortantes – Uma tesoura dá sempre jeito, algum do material que carrego no meu estojo de tratamentos é pontiagudo e ameaçador para as companhias aéreas
- As leis de transportes de isqueiros a bordo – os tratamentos de acupunctura requerem em certas situações um isqueiro
- Os objectos mais cobiçados em Portugal são o azeite e o vinho, esses produtos não se podem levar em bagagens de mão e o senso comum diz-me que comprar estes produtos numa loja de aeroporto é vivamente desaconselhado
Algumas vantagens
- Não há muito por onde escolher, fiz a lista em 20 minutos e a mala em pouco mais que uma hora… não tenho vergonha em dizer que já levei quatro horas a fazer uma mala
- Simplificação da mobilidade pela redução do peso e dos objectos
- Menos tempo de Check-in. Fiz o Check-in em casa e quando cheguei ao aeroporto segui directamente para a porta de embarque o que levou 20 minutos
- Zero minutos de espera pela a bagagem quando se chega ao destino
Existe um limiar entre aquilo que se julga necessário durante as viagens e aquilo que é realmente necessário. Esse limiar é muito pessoal e intransmissível e como qualquer acto de mudança está sujeito a entraves mais psicológicos que físicos.
As viagens de férias, de trabalho ou mesmo o simples acto e sair com o saco que se carrega todos os dias, podem ser ferramentas muito eficazes se existe a intenção de usufruir do que leveza e simplificação da mobilidade podem trazer ao movimento de cada um no seu dia a dia.
Boas férias a todos




>>>Da quietude ao movimento [uma reflexão]